sábado, 19 de maio de 2007

I´m in "like" with you...


O Amor Pode dar Certo (Griffin & Phoenix, 2006) de Ed Stone, com a (querida) Amanda Peet e Dermot Mulroney. Drama, romance. ****


Henry (Griffin) tem uma doença terminal e conhece Sarah (Phoenix) numa aula de psicologia, e daí começa a história. Claro que a morte assombra e ronda o filme, mas é tão suave! Todo o resto, ou seja, o amor e tudo que ele traz de bom para estas duas pessoas, contrói uma realidade paralela, faz pensar, e a gente até esquece que aquele amor logo vai acabar... Tirando duas cenas em que o desespero toma conta dos personagens, todo o resto toma o rumo da valorização do tempo, da vida, do que importa. Acho que é importante, de tempos em tempos, assistir um filme assim. Uma coisa que achei bacana é pensar que às vezes cruzamos com pessoas no supermercado, nos irritamos com alguém no trânsito, reparamos em alguma situação fora do normal na rua, e simplesmente não imaginamos o que aquelas pessoas estão passando, qual é a história de vida delas, simplesmente são pessoas que não conhecemos, e que nunca mais veremos, teoricamente. Em dois momentos do filme eu parei pra pensar nisso, acho até que porque estou passando por uma fase/crise que ninguém sabe, as pessoas ao meu redor, como a minha família, não imaginam a dor que tenho dentro de mim neste momento, e simplesmente não me "poupam" de algumas situações rotineiras como "ninguém vai lavar a louça"? ou "você vem aqui só pra almoçar?". Enfim, é a normalidade, mas quando você está ultra-sensível, essas coisas simples são como facadas, do tipo "pleeeeease, leave me aloooooooone", e a gente tem que respirar fundo... porque as pessoas estão na normalidade, eu é que não estou, mas como elas vão saber? Voltando ao filme, não pude acreditar quando começou a tocar "Breathe", que é uma das músicas da trilha de "De Repente é Amor", também com a Amanda Peet, e que marcou muito a minha história com o meu amor. Coincidência, as usual... eu tinha que registrar isso aqui! Bom, o filme é bem diferente dos dramalhões que envolvem amor e doenças, e tem um final bem digno e lindo. Não tem nada a ver, mas é tão bom quanto o final de "Doce Novembro", que apesar de na revisão não ser tão bom, é um xodó meu, justamente por causa dos momentos simples que são valorizados, gosto disso. Os pequenos (grandes) momentos de nossas vidas...

Nenhum comentário: